Sinopse

Um par de carris que leva comboios prenhes de gente com pessoas dentro
Um par de mãos que troca poemas
Um par de olhos, cegos, que vê o silêncio
Um par de fotografias poéticas
Um par de poemas fotografados
Sobre o rio, sob a linha
Alma Tua.

Sentado debaixo de um telhado invisível, pálida lembrança de um passado demasiado perto do olhar, mas profundamente longínquo de um futuro por percorrer, olhava para o céu como quem lia nuvens e tacteava o horizonte como quem escrevia dias.

O caderno caía várias vezes, tombava como o prelúdio anunciador da noite, quando as mãos, que sustentam o dia, se erguem às memórias. E memórias eram o que lhe bailava no olhar, frequentemente húmidas pelo orvalho que o inexistente coberto não conseguia desviar, quem visse com olhos de perscrutar aquela figura abandonada por ela mesma não saberia outro nome por quem lhe chamar, que não fosse Tralhão.

Acompanhe a história na estória, o poema na paisagem, numa viagem pelo imaginário de dois olhares e quatro mãos ao longo de uma linha, que transporta um pouco mais que Pessoas: a Alma de um Povo quase esquecido…

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